A Boeing superou 2021 em número de aeronaves comerciais entregues, com 537 jatos contra 528 de quatro anos atrás, mesmo ainda faltando um mês para o final de 2025.
Em novembro foram entregues 44 aeronaves, 32 delas da série 737. O patamar também é o maior alto desde a crise que aterrou os 737 MAX em 2019, mais uma prova da recuperação da empresa dos EUA.
No entanto, trata-se também da terceira queda seguida em volume mensal. A Boeing havia entregue 57 jatos em agosto, total que caiu para 55 em setembro, 53 em outubro e agora 44 aeronaves.
A redução ocorre logo após a empresa ter obtido autorização da FAA para ampliar a produção do 737 de 38 para 42 unidades por mês.

Foi justamente o 737 MAX que mais prejudicou o resultado, embora a aeronave esteja se aproximando de 400 entregas no ano, com alta de quase 70% em relação a 2024.
Os cargueiros 767F e 777F, a dois anos do fim da produção, seguem com entregas em alta. Ambos tiveram duas aeronaves entregues em novembro e acumulam 14 e 33 jatos entregues até aqui, respectivamente.
A família 787, cuja planta na Carolina do Sul começou a ser ampliada, teve seis aeronaves entregues, três 787-9 e três 787-10. No ano são 74 widebodies entregues contra 40 no mesmo intervalo de 11 meses de 2024.
A Boeing ainda enviou mais dois KC-46A Pegasus para a Força Aérea dos EUA, que agora tem 100 aviões-tanque em sua frota.

Etihad encomenda e também cancela aviões
A lista de encomendas da Boeing em novembro inclui 164 pedidos brutos, alguns deles anunciados no Dubai Air Show como 65 777X pela Emirates, 15 787-9 pela Gulf Air e seis 787-10 pela Etihad.
No entanto, a transportadora de Abu Dhabi também cancelou sete 787 e 15 777X no mês passado.
A Boeing fechou ainda pedidos de nove 777X para a China Airlines, 15 KC-46 para a USAF e oito 787-9 para a Uzbekistan Airways.
Três pedidos vieram de clientes mantidos em sigilo. O primeiro fechou a compra de 43 737 MAX, o segundo encomendou dois 777F e o terceiro, um 787-9.
O backlog da empresa até o mês passado somava 6.019 aeronaves.
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