A Boeing solicitou uma permissão da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) na sexta-feira, 19, para permitir a venda de mais 35 cargueiros 777F em meio às novas regulamentações de emissões da OACI que entrarão em vigor em 2028, informou a Reuters.
A fabricante declarou que a isenção permitiria atender à demanda antecipada dos clientes por grandes aeronaves cargueiras antes que o sucessor 777-8F esteja disponível. A Boeing espera entregar o primeiro 777-8F cerca de dois anos após a entrega inicial do 777-9, atualmente programada para 2027.
“Cada aeronave 777F exportada para um cliente estrangeiro contribui com 440 milhões de dólares ao valor de catálogo para um saldo comercial positivo, indicando que mais de 15 bilhões de dólares em valor de exportação dos EUA poderiam ser perdidos sem uma isenção,” afirmou a Boeing.
A empresa espera uma decisão dos reguladores até 1º de maio. Sem aprovação, a Boeing estima a perda de receita significativa de exportação e a incapacidade de atender às necessidades dos clientes no segmento de cargueiros de fuselagem larga.

O 777F é atualmente o único cargueiro de fuselagem larga em produção e é descrito pela Boeing como a aeronave mais eficiente em termos de combustível em sua classe. Em 2024, mais de US$ 260 bilhões em mercadorias foram transportados em aeronaves desse tipo globalmente.
Em 2024, o Congresso dos EUA estendeu a capacidade da Boeing de produzir o cargueiro 767 até 2033, isentando-a dos novos padrões de eficiência da FAA estabelecidos para 2028. A FAA informou que as aeronaves civis representam 9% das emissões de transporte doméstico e 2% da poluição total por carbono nos EUA.
A Boeing iniciou a montagem do primeiro 777-8 Freighter em julho em sua fábrica em Everett, Washington. O 777-8F deve substituir o 777F na produção após a implementação dos novos requisitos de emissões.
Seu principal concorrente é o Airbus A350F, que está em uma etapa mais avançada de desenvolvimento.
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