A Boeing está se preparando para aumentar a taxa de produção de suas aeronaves 737 MAX a partir de outubro, aguardando a aprovação das autoridades dos EUA. A medida visa atender a um crescente backlog de pedidos internacionais e ajustar a produção da fabricante após preocupações recentes com a segurança.
Atualmente, a Boeing está sujeita a um limite mensal de 38 aeronaves, imposto pela Administração Federal de Aviação (FAA) após um incidente de segurança no início de 2024. De acordo com fontes citadas pela Bloomberg, a empresa está buscando permissão para aumentar a produção para 42 unidades por mês em outubro, com novos incrementos planejados para abril e novamente até o final de 2026.
A meta de longo prazo é alcançar uma taxa de 53 aeronaves produzidas mensalmente até 2026. Essa expansão seria o maior nível de produção para o programa 737 MAX e reflete a crescente demanda global, particularmente de companhias aéreas na China, Uzbequistão e Turquia. Essas companhias aéreas fizeram pedidos substanciais nos últimos meses, contribuindo para a necessidade de volumes de entrega mais altos.

Enquanto as autoridades dos EUA destacaram um pedido significativo da China durante recentes negociações comerciais, nenhum número específico foi divulgado até agora. As negociações da Boeing com o governo dos EUA também se alinham com esforços federais mais amplos para aumentar a manufatura doméstica e a capacidade de exportação.
A família 737 MAX, a principal linha de jatos de fuselagem estreita da Boeing, é um produto central para a fabricante e um ativo chave para as companhias aéreas que operam rotas de curto e médio alcance.
O aumento esperado na produção deve impactar a disponibilidade de aeronaves para as transportadoras globais e pode influenciar a competição no mercado entre os fabricantes de aeronaves de fuselagem estreita.
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