Três dos principais nomes da indústria aeroespacial — Boeing, Saab e BAE Systems — estão em conversas iniciais para uma possível colaboração para oferecer o jato de treinamento militar T-7A Red Hawk para o Reino Unido, afirmou a Reuters.
O objetivo é substituir a longeva frota de Hawk T1 e T2, que atende há décadas à formação de pilotos da Royal Air Force (RAF) e à equipe de acrobacias Red Arrows.
Embora ainda não haja um acordo formal, a aliança reúne expertises complementares: Boeing e Saab já são parceiras no T-7A Red Hawk, novo treinador da Força Aérea dos EUA, enquanto a BAE Systems é a fabricante original do Hawk, jato britânico amplamente exportado e reconhecido mundialmente.
O Hawk, cuja linha de produção foi encerrada em 2000, enfrenta limitações técnicas para treinar pilotos destinados a aeronaves de próxima geração como o caça furtivo do programa GCAP — projeto conjunto entre Reino Unido, Japão e Itália.
A versão T1 será aposentada até 2030, exigindo uma nova plataforma que atenda tanto aos padrões operacionais modernos quanto à necessidade de conteúdo industrial britânico — especialmente no caso dos Red Arrows, cuja aeronave é considerada símbolo nacional e ferramenta de marketing aeroespacial.

O Ministério da Defesa britânico já indicou que avaliará propostas de fabricantes locais e internacionais, contanto que o projeto traga benefícios à cadeia produtiva do Reino Unido. A expectativa é de que um primeiro lote de aeronaves seja contratado nos próximos cinco anos para os Red Arrows, seguido por uma segunda fase voltada ao treinamento operacional da RAF.
Mercado em expansão
A substituição do Hawk não é uma demanda isolada. Segundo consultorias do setor, o mercado global de jatos de treinamento deve crescer de US$ 2,8 bilhões em 2025 para US$ 3,7 bilhões em 2030, impulsionado pela modernização de frotas, aumento do número de pilotos e a ausência de versões biposto em caças modernos como o F-35.
Entre os concorrentes já estabelecidos estão o Leonardo M-346, o KAI T-50 Golden Eagle (desenvolvido com a Lockheed Martin) e a plataforma T-7A, além do projeto modular da britânica Aeralis.
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