A Boeing entregou 600 aeronaves comerciais em 2025, um crescimento expressivo frente às 348 unidades registradas em 2024. O resultado confirma uma retomada consistente da produção, sustentada principalmente pelo aumento das entregas do 737 MAX, além de um avanço relevante nos segmentos de widebodies, cargueiros e aeronaves militares derivadas de plataformas comerciais.
Os narrowbodies somaram 440 entregas em 2025, todas do 737 MAX. O volume representa um aumento de 180 aeronaves em relação ao ano anterior e reafirma o modelo como o principal pilar da produção comercial da Boeing, após um período marcado por restrições industriais e interrupções nas entregas.
As entregas de aeronaves widebody também cresceram, alcançando 88 unidades em 2025, contra 52 em 2024. Todos os widebodies entregues no ano foram da família 787, com 88 Dreamliners distribuídos entre as versões -8, -9 e -10, acima das 51 unidades entregues em 2024.

O 777F permanece como a única variante da família 777 em produção ativa, enquanto um único 777-300ER entregue em 2024 correspondia a uma aeronave já construída e mantida em estoque.
O segmento de cargueiros totalizou 50 aeronaves em 2025, mais que o dobro das 23 unidades entregues no ano anterior. Além do 777F, a Boeing entregou 15 unidades do 767-300F. Ambos os programas se aproximam do fim da produção, uma vez que exigências ambientais da ICAO previstas para entrar em vigor a partir de 2028 devem tornar inviável a fabricação de novas aeronaves baseadas nessas plataformas.
Derivados militares baseados em células comerciais responderam por 20 entregas em 2025, acima das 13 registradas em 2024. Esse grupo inclui aeronaves P-8A de patrulha marítima derivadas do 737-800NG, E-7A de alerta aéreo antecipado baseadas no 737-700NG e os aviões-tanque KC-46A, desenvolvidos a partir da plataforma 767-2C.
No total, a Boeing ampliou suas entregas em 252 aeronaves na comparação anual, o que representa um crescimento de 72% em relação a 2024. Embora o 737 MAX tenha sido o principal motor dessa evolução, os dados também indicam uma recuperação mais ampla da produção, mesmo com alguns programas ainda operando sob limitações industriais e regulatórias.
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