A Boeing planeja iniciar, em 2026, as entregas de duas das três versões do 787 Dreamliner com peso máximo de decolagem (MTOW, na sigla em inglês) ampliado. A mudança vale para os modelos 787-9 e 787-10 e permite às companhias aéreas voar mais longe ou transportar mais carga, ao ampliar a margem operacional da aeronave.
Segundo a fabricante, o aumento do MTOW — que define o peso máximo autorizado no momento da decolagem — eleva o alcance em cerca de 400 milhas náuticas (aproximadamente 740 km) ou, alternativamente, possibilita o embarque de até cinco a seis toneladas adicionais de carga.
O ajuste não altera a capacidade física dos tanques, mas permite levar mais combustível dentro dos limites estruturais e de desempenho revisados.
No 787-9, o MTOW será ampliado em cerca de 4,5 toneladas, enquanto no 787-10 o acréscimo é de aproximadamente 6,4 toneladas. As melhorias foram anunciadas originalmente em 2022 e vêm sendo desenvolvidas desde então. A versão 787-8, de menor capacidade, não foi incluída no programa.

Executivos da Boeing afirmaram no Singapore Airshow que as primeiras aeronaves com o novo padrão de MTOW já estão na linha de produção e entrarão no processo de certificação. A expectativa é iniciar as entregas no primeiro semestre de 2026. As companhias poderão optar, no momento do pedido, entre a configuração padrão e a de maior peso, com produção das duas variantes ocorrendo em paralelo.
O 787 Dreamliner disputa diretamente o segmento de longo curso com o Airbus A350. Com o aumento do MTOW, a Boeing busca ampliar a flexibilidade do 787-9 e do 787-10 em rotas hoje limitadas por alcance ou em mercados nos quais a receita de carga é relevante, além de abrir espaço para novas encomendas.
Desde a entrada em serviço, em 2011, o 787 acumulou mais de 2.000 pedidos firmes e cerca de 1.200 aeronaves entregues. A família tornou-se um dos pilares da aviação de longo curso, substituindo jatos quadrimotores em diversas rotas e consolidando-se entre operadores da Europa, Ásia, Américas, Oriente Médio, África e Pacífico.
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