Em meio à sua recuperação financeira, a Boeing já planeja aumentar a produção em sua unidade de North Charleston, Carolina do Sul, visando construir até 14 787 Dreamliners por mês nos próximos anos. A empresa anunciou essa meta durante a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2025.
O fabricante está investindo US$ 1 bilhão para expandir a planta de North Charleston, que atualmente emprega aproximadamente 7.800 funcionários.
A Boeing espera alcançar a produção de oito Dreamliners por mês até o final do ano, partindo de sete aeronaves atualmente, como um passo intermediário em direção à meta de longo prazo.
A decisão de aumentar a produção segue um período de redução na produção durante a pandemia e interrupções na cadeia de suprimentos. Atingir 14 aeronaves mensalmente retornaria o programa 787 aos níveis de produção anteriores à pandemia, dependendo da demanda de mercado e das melhorias na fabricação.

A Boeing também está trabalhando para concluir as últimas 10 aeronaves Dreamliners montadas antes de 2023 na unidade. Esses jatos estão entre as unidades finais da chamada ‘fábrica sombra’ da empresa, que incluía aeronaves não entregues que necessitavam de correção.
O CEO Kelly Ortberg afirmou que a taxa ampliada depende da demanda sustentada e do progresso contínuo na garantia de qualidade. A empresa monitorará as condições de mercado e o desempenho dos fornecedores à medida que avança com a expansão e a entrega de estoque pendente.
A Boeing já teve duas fábricas produzindo o Dreamliner – além de North Charleston e Everett, Washington – mas em 2020 decidiu concentrar toda a produção na Carolina do Sul devido a questões de custo e mão de obra.
No entanto, a planta no sul dos EUA enfrentou problemas de qualidade recorrentes que levaram a Administração Federal de Aviação (FAA) a interromper a produção por algum tempo.
Em setembro de 2025, o fabricante de aeronaves tinha 1.048 pedidos de 787 pendentes de entrega.
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