A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) concedeu à Boeing um contrato para o desenvolvimento e a certificação de um novo conjunto de aviônicos para o cargueiro estratégico C-17A Globemaster III. O objetivo é substituir equipamentos considerados obsoletos no cockpit por sistemas digitais baseados em uma arquitetura aberta e modular, permitindo atualizações futuras com menor custo e maior rapidez.
O programa, conhecido como Flight Deck Obsolescence and Technology Refresh, envolve o projeto, a fabricação, a integração, os testes e a certificação militar de um cockpit modernizado. A iniciativa atende a um requisito da USAF de manter o C-17 em serviço por várias décadas, com horizonte operacional que se estende até, pelo menos, 2075.
Atualmente, a USAF opera 219 C-17A. Ao longo dos anos, três aeronaves foram retiradas da frota, sendo uma delas perdida em um acidente fatal. A Boeing produziu 275 exemplares do C-17 entre 1993 e 2015, dos quais 222 foram entregues à Força Aérea dos EUA e 53 a operadores internacionais, formando uma frota global integrada em termos de suporte e manutenção.
Como parte do programa, a Curtiss-Wright foi selecionada para fornecer computadores de missão que serão integrados ao novo cockpit. Os sistemas seguem o conceito de Modular Open Systems Approach (MOSA), que separa hardware e software e facilita a incorporação de novas capacidades ao longo do ciclo de vida da aeronave. Segundo a fornecedora, o contrato tem valor estimado superior a US$ 400 milhões ao longo de sua vigência.
A modernização busca resolver limitações relacionadas à obsolescência eletrônica e garantir que o C-17 continue apto a cumprir missões de transporte estratégico de longo alcance, incluindo o deslocamento de tropas, veículos e cargas pesadas.
Além da frota norte-americana, o programa também deverá beneficiar operadores aliados que utilizam o cargueiro em missões conjuntas e operações multinacionais.
Aviação Militar

