A Boeing apresentou uma nova renderização do F/A-XX durante o Tailhook Symposium, sinalizando possíveis diretrizes para o próximo caça embarcado da Marinha dos Estados Unidos (US Navy). A imagem, que mostra o jato parcialmente encoberto por nuvens e sem a parte traseira visível, sugere similaridades de design com o modelo F-47, outro projeto de caça de sexta geração desenvolvido pela fabricante para a Força Aérea dos EUA (USAF).
O F/A-XX está sendo projetado para substituir os caças F/A-18E/F atualmente em operação nos porta-aviões americanos. Entre as metas do programa, destaca-se um aumento de aproximadamente 25% na autonomia em comparação com os modelos de ataque em uso.
O F/A-XX deverá utilizar um motor derivado de tecnologias existentes, enquanto o F-47 aposta em um novo sistema de propulsão adaptável, o que diferencia as propostas em termos de desempenho e abordagem técnica.

Em termos de características, o F-47 possui raio de combate superior a 1.000 milhas náuticas e velocidade máxima acima de Mach 2. A semelhança entre os cockpits do F/A-XX e do F-47, incluindo um radome menor no F/A-XX, foi evidenciada nas renderizações apresentadas.
Northrop Grumman também dá dica de como seria seu caça
Além da Boeing, a Northrop Grumman também revelou recentemente sua proposta visual para o F/A-XX, indicando competição acirrada no setor. O conceito mostra um caça de nariz afilado e entradas de ar sobre as raiz das asas no convês de um porta-aviões.

A continuidade do programa F/A-XX foi recentemente questionada após o Pentágono mencionar a possibilidade de pausa no pedido orçamentário de 2026.
Em paralelo, a Boeing anunciou investimentos da ordem de US$ 2 bilhões em novas instalações dedicadas a programas de domínio aéreo, incluindo a construção de uma linha de montagem de caças em St. Louis. O CEO da Boeing Defense, Steve Parker, afirmou que a empresa está preparada para disputar múltiplos projetos simultaneamente.
A expectativa é que a definição do projeto vencedor do F/A-XX impacte significativamente a renovação da frota embarcada da Marinha dos EUA e o direcionamento dos investimentos no segmento de caças de sexta geração. Os próximos meses devem trazer novos desdobramentos sobre a continuidade do programa e as escolhas tecnológicas das fabricantes envolvidas.
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