A Boeing conquistou mais pedidos líquidos de aeronaves do que a Airbus em 2025, registrando 1.173 compromissos líquidos em comparação com 889 registrados por sua rival europeia. Embora os números em destaque coloquem a Boeing à frente, o perfil de encomendas e o nível de divulgação diferem entre os dois fabricantes.
Em termos de entregas, a Airbus permaneceu à frente da Boeing em 2025. O fabricante europeu entregou 793 aeronaves durante o ano, em comparação com 600 entregas registradas pela Boeing. O contraste destaca a diferença entre a captação de pedidos e a capacidade de converter a carteira em entregas no curto prazo.
Na Airbus, as aeronaves narrowbody (fuselagem estreita) representaram a maior parte dos pedidos líquidos. A família A320neo gerou 560 compromissos líquidos, impulsionados principalmente pelo A321neo, que sozinho registrou 496 encomendas após cancelamentos. O A320neo adicionou mais 64 pedidos líquidos, enquanto o programa A220 contribuiu com 44 aeronaves líquidas divididas entre as variantes -100 e -300.

A demanda por widebody (fuselagem larga) na Airbus permaneceu sólida. O fabricante registrou 283 pedidos líquidos para a família A350, incluindo 83 A350-900, 82 A350-1000 e 20 A350F. O programa A330neo adicionou 98 pedidos líquidos para o A330-900, além de dois pedidos para o A330-200. No total, a Airbus encerrou o ano com 1.000 pedidos brutos e 111 cancelamentos, resultando em 889 aeronaves líquidas.
O desempenho de pedidos da Boeing foi liderado de maneira esmagadora pelo 737 MAX, que respondeu por 591 encomendas brutas. Além disso, a empresa registrou 163 pedidos brutos para o 777X e um total combinado de 381 pedidos entre as três variantes do 787. A Boeing também registrou pedidos para derivados militares, incluindo 15 aeronaves 767-2C que serão convertidas para aviões-tanque KC-46A e 10 aeronaves de patrulha marítima P-8A baseadas no 737-800.
Ao contrário da Airbus, a Boeing não divulgou cancelamentos por modelo. A empresa reportou 1.175 pedidos brutos e dois cancelamentos, resultando em 1.173 pedidos líquidos, mas não especificou quais programas foram afetados pelos compromissos cancelados.

Por segmento, os pedidos líquidos de narrowbody da Boeing foram dominados pelo 737 MAX, enquanto o total de widebody foi dividido entre a família 787 e o 777X, este último continuando a atrair compromissos de longo prazo, apesar do atraso na entrada em serviço do programa. Derivados militares, embora em volume menor, continuaram a ser um componente consistente da captação de pedidos da Boeing.
A comparação destaca perfis contrastantes de encomendas. A Airbus continuou a depender fortemente do A321neo como seu principal motor de crescimento, enquanto os resultados da Boeing refletem uma recuperação ampla entre narrowbodies e widebodies.
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