A Boeing reconheceu um prejuízo de US$ 4,9 bilhões relacionado ao programa 777X durante divulgação de resultados do terceiro trimeste de 2025, e que são reflexo de novos atrasos na certificação do jato. A empresa também confirmou o que já se sabia, a primeira entrega do 777X ficou para 2027, um ano a mais do que o planejado anteriormente.
O impacto financeiro reflete os desafios de certificação do 777X, que estava inicialmente programado para entrar em operação em 2026. Esses atrasos aumentaram as despesas acumuladas do programa para aproximadamente US$ 15 bilhões.
O programa 777X, que inclui os modelos de passageiros 777-9 e 777-8 e o cargueiro 777-8F, foi lançado em 2013 como uma substituição mais eficiente para os antigos jatos de quatro motores, como o Boeing 747 e o Airbus A380.
Se admitiu problemas com o gigante bimotor, a empresa ao menos celebrou resultados melhores no cômputo geral.
A Boeing entregou 160 aeronaves comerciais no terceiro trimestre, representando o maior total trimestral desde 2018. A receita da divisão comercial aumentou 49%, alcançando US$ 11,1 bilhões, mas o segmento registrou uma perda operacional de US$ 5,4 bilhões devido ao prejuízo relacionado ao 777X.

O segmento de Defesa, Espaço e Segurança gerou US$ 6,9 bilhões em receita, um aumento de 25% em relação ao ano anterior, com uma margem operacional de 1,7%. O backlog total da Boeing aumentou para US$ 636 bilhões, incluindo mais de 5.900 aeronaves comerciais.
Kelly Ortberg, presidente e CEO da Boeing, afirmou: “Com um foco sustentado em segurança e qualidade, alcançamos marcos significativos em nossa recuperação.”
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