Um bombardeiro B-1B Lancer apareceu transportando o míssil hipersônico AGM-183A ARRW pela primeira vez. A confirmação ocorreu por uma breve passagem em um vídeo da Força Aérea dos EUA que homenageava equipes de manutenção na Base Aérea de Edwards.
O trecho, com cerca de dois segundos, faz parte de um vídeo mais amplo que mostra o trabalho das equipes responsáveis pelo suporte a diversas aeronaves da Força Aérea dos EUA, incluindo plataformas de teste e desenvolvimento operadas em Edwards.
A gravação mostra o armamento instalado em um pilone externo sob a fuselagem do bombardeiro, configuração já utilizada anteriormente para cargas de teste e pods de designação de alvos. Detalhes do do voo não foram divulgados.
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A Força Aérea dos EUA já havia demonstrado interesse em integrar o ARRW ao B-1B, mas até então o míssil estava principalmente associado ao Boeing B-52H Stratofortress, que serviu como principal plataforma de testes.
O ARRW foi projetado como armamento aerotransportado de alta velocidade, destinado a atingir alvos sensíveis ao tempo a grandes distâncias. O programa enfrentou diversos contratempos em testes nas fases iniciais, e a Força Aérea havia sinalizado que não avançaria com a aquisição, embora os testes tenham continuado para coleta de dados sobre tecnologias hipersônicas.

Documentos orçamentários recentes apontam para renovação do financiamento vinculada a uma versão aprimorada do armamento e sistemas relacionados, incluindo a integração em outras plataformas como o B-1B.
A presença do míssil no B-1B também está alinhada com iniciativas para ampliar as opções de armamento do bombardeiro por meio de novos pilones externos, permitindo o transporte de munições maiores e mais diversificadas.
A novidade surge em meio a rumores sobre a Força Aérea dos EUA reavaliar o futuro da frota de B-1B. A força opera 44 aeronaves e pretende mantê-las em serviço pelo menos até 2037, com cerca de US$ 342 milhões em atualizações previstas entre os anos fiscais de 2027 e 2031.
Sem capacidade nuclear, o B-1B permanece como o maior vetor de armamentos convencionais da Força Aérea e segue desempenhando papel em missões de ataque de longo alcance.
A extensão da vida útil do bombardeiro faz parte de ajustes no planejamento da frota, com B-1B e Northrop Grumman B-2 Spirit agora previstos para permanecer em operação por mais tempo do que o planejado anteriormente, diante de atrasos na introdução do Northrop Grumman B-21 Raider e de um cenário geopolítico mais complexo.
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