Bombardeiros B-1B Lancer da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) realizaram voos próximos à Venezuela nesta segunda-feira, 27, em mais uma operação que envolveu múltiplas aeronaves visíveis em plataformas públicas de rastreamento.

As aeronaves partiram da Base Aérea de Grand Forks, Dakota do Norte, realizando reabastecimento sobre a Flórida antes de se aproximarem do espaço aéreo venezuelano.

O deslocamento faz parte de uma série de demonstrações de força destinadas a pressionar o governo de Nicolás Maduro sob o pretexto de intensificar o combate ao tráfico de drogas na região. Autoridades norte-americanas consideram cartéis de drogas como ‘combatentes ilegais’, justificando o uso de meios militares avançados.

Esta foi a terceira missão de bombardeiros B-1B na área desde 15 de outubro, indicando uma elevação do nível de operações aéreas dos EUA no Caribe. O Pentágono não ocultou a movimentação, com os voos sendo rastreados publicamente em tempo real.

Além dos B-1B, o grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald R. Ford foi deslocado para a América Latina em 24 de outubro, ampliando a presença naval norte-americana. No dia seguinte, o destróier USS Gravely atracou em Port of Spain, Trinidad e Tobago.

Porta-aviões USS Gerald R Ford (CVN-78) (US Navy)
Porta-aviões USS Gerald R Ford (CVN-78) (US Navy)

A Força Aérea dos EUA também intensificou as operações a partir de Porto Rico, com caças F-35, turboélices AC-130J e drones MQ-9 Reaper realizando missões na região. Esses meios oferecem capacidades tanto de vigilância quanto de ataque a alvos em terra.

O governo dos EUA mantém acusações formais contra Nicolás Maduro por suposto envolvimento em conspiração para contrabando de cocaína e armas, aumentando a pressão diplomática e judicial.

Especialistas avaliam que a intensificação das operações aéreas e navais indica uma postura mais ativa dos EUA na vigilância e contenção do tráfico na América Latina. Novas missões na região são esperadas enquanto persistirem as tensões políticas e de segurança.