O NORAD (Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte) revelou ter detectado e interceptado dois bombardeiros russos Tu-95 e outros dois jatos Xian H-6K da China que voavam juntos na Zona de Identificação de Defesa Aérea do Alasca (ADIZ na sigla em inglês) em 24 de julho.

As aeronaves foram escoltadas por caças F-16 e F-35 da Força Aérea dos EUA (USAF) e CF-18 Hornet da Real Força Aérea do Canadá.

É a primeira vez que aeronaves militares chinesas e russas entraram na ADIZ ao mesmo tempo e também a estreia dos H-6 chineses na região.

O Tu-95 é o equivalente russo ao B-52 dos EUA
O Tu-95 é o equivalente russo ao B-52 dos EUA

“As aeronaves russas e da República Popular da China permaneceram no espaço aéreo internacional e não entraram no espaço aéreo soberano americano ou canadense”, disse um comunicado do NORAD.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que os bombardeiros foram acompanhados por caças Su-30SM e Su-35S e que o voo conjunto durou cinco horas.

O bombardeiro H-6 chinês é uma versão sob licença do antigo Tupolev Tu-16 russo
O bombardeiro H-6 chinês é uma versão sob licença do antigo Tupolev Tu-16 russo

“O evento foi realizado no âmbito da implementação do plano de cooperação militar para 2024 e não é dirigido contra países terceiros”, disse o comunicado russo, de acordo com a agência de notícias TASS.

Entende-se que os H-6 possam ter decolado de bases aéreas na Rússia como parte de exercícios conjuntos ampliados após o pacto com a China em 2022, às vésperas da invasão militar à Ucrânia.

Os Tu-95 e os H-6 já realizaram missões conjuntas como em 2022 quando voaram sobre o Mar do Japão e do Mar da China Oriental. No ano passado, as marinhas russa e chinesa também fizeram uma missão naval próximo ao Alasca.