A Embraer Defesa & Segurança, a alemã TKMS e o Ministério da Defesa assinaram nesta quinta-feira, 24, um memorando de entendimento para avaliar a construção de um segundo lote de quatro fragatas da classe Tamandaré para a Marinha do Brasil.

O acordo foi firmado durante a cerimônia de incorporação da fragata “Tamandaré” (F200), primeira embarcação da classe a entrar oficialmente em serviço na Esquadra brasileira.

Caso avance, a negociação ampliará o Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), lançado em 2020 para renovar parte da frota de superfície da Marinha.

Fragata Tamandaré da Marinha do Brasil (Embraer)
Fragata Tamandaré da Marinha do Brasil (Embraer)

O lote inicial prevê quatro navios, atualmente em diferentes estágios de construção no estaleiro da Thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí (SC). A fragata Tamandaré é a primeira delas a ser entregue.

Segundo as empresas, o novo memorando estabelece apenas as bases para futuras negociações e não representa um contrato definitivo para as novas embarcações.

A iniciativa ocorre poucos dias após Brasil e Alemanha assinarem, em Hannover, uma carta de intenções voltada à ampliação da cooperação bilateral na área de defesa.

Fragata Tamandaré da Marinha do Brasil (Embraer)
Fragata Tamandaré da Marinha do Brasil (Embraer)

A Embraer participa do programa por meio da Águas Azuis, sociedade formada com a TKMS e a Atech, subsidiária da empresa brasileira.

As fragatas da classe Tamandaré são baseadas no projeto alemão MEKO A-100 e foram desenvolvidas para substituir navios mais antigos da Marinha brasileira. As embarcações são equipadas para missões de guerra antissubmarino, antiaérea, patrulha marítima e escolta naval.

De acordo com a Embraer, cerca de 2 mil profissionais atuam diretamente no programa. Considerando empregos indiretos e induzidos, a empresa afirma que o projeto já gerou aproximadamente 23 mil postos de trabalho.