Brunei, um pequeno país do Sudeste Asiático, autorizou suas companhias aéreas a operar aeronaves fabricadas na China, seguindo novas regulamentações de aviação publicadas nesta quinta-feira, 23.
A mudança na política ocorre enquanto a fabricante chinesa COMAC busca um reconhecimento internacional mais amplo em meio ao aumento da demanda global por novas aeronaves e às tensões comerciais em curso.
Até agora, o Departamento de Aviação Civil de Brunei havia reconhecido apenas aeronaves certificadas por reguladores nos Estados Unidos, Canadá, Europa ou Brasil. A emenda adiciona a Administração da Aviação Civil da China (CAAC) à lista de autoridades aprovadas.
A GallopAir, uma companhia aérea estreante com sede em Brunei, fez pedidos para 15 COMAC C919 e 15 C909 anteriormente. Se confirmados, ela se tornará a primeira companhia aérea não chinesa a operar o C919.

O CEO da GallopAir, Cham Chi, confirmou o pedido como parte do plano da empresa de atender rotas regionais de curta e média distância.
O C909, um jato regional com 90 assentos, entrou em serviço comercial em 2016 como o primeiro jato fabricado domesticamente na China. O C919, projetado para competir com o Airbus A320neo e o Boeing 737 MAX, é atualmente operado apenas por companhias aéreas chinesas.
Em 2024, a GallopAir estreou um voo charter de Guangzhou para Brunei, operado por um C909 da China Southern Airlines.
A COMAC ainda não entregou nenhuma aeronave à GallopAir, e o cronograma para a primeira entrega permanece incerto. No início deste ano, o Vietnã também adicionou a CAAC à sua lista de autoridades de aviação civil reconhecidas.
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