A frota de caças F-35 dos Estados Unidos esteve disponível para voo apenas metade do tempo esperado em 2024, resultado de deficiências de manutenção atribuídas à Lockheed Martin, afirma um relatório oficial revelado pela Reuters.
A disponibilidade média das aeronaves ficou em 50%, índice 17% abaixo do mínimo exigido em contrato. Segundo dados oficiais, “o Pentágono nem sempre responsabilizou a Lockheed Martin pelo baixo desempenho em relação ao apoio logístico do F-35”.
O Departamento de Defesa desembolsou cerca de US$ 1,7 bilhão à Lockheed Martin, mesmo diante da indisponibilidade das aeronaves por quase metade do período. Especialistas apontam que o contrato AVS não estipulava métricas de desempenho operacional nem exigia relatórios detalhados de inspeção e propriedade do material, o que dificultou a fiscalização.
O F-35 é o maior programa de aquisição do Pentágono, com custos projetados em mais de US$ 2 trilhões considerando compra, operação e sustentação ao longo da vida útil.

Lockheed celebra ano recorde de produção
A constatação surge em meio à aceleração da produção do caça de 5ª geração, que tem sido exportado para vários países.
Recentemente, o CEO da Lockheed Martin, Jim Taiclet, afirmou que a empresa está prestes a atingir a meta de fabricar um avião por dia útil em 2025. Somente até o fim do terceiro trimestre, a fabricante já havia entregue 143 jatos, superando o recorde anual anterior de 142 em 2022.
Caso alcance o objetivo, a Lockheed Martin poderá registrar seu melhor ano de entregas do F-35 na década, representando um aumento de 64% em relação a 2023.
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