Funcionários do governo dos EUA anunciaram na quarta-feira, 19, que os caças Lockheed Martin F-35A destinados à Arábia Saudita terão capacidades reduzidas em comparação com aqueles operados por Israel.
A informação foi compartilhada após o presidente Donald Trump ter avançado com a proposta de venda ao país do Oriente Médio.
A restrição está alinhada com a legislação que garante a vantagem militar qualitativa (QME) de Israel na região.
Sob o acordo proposto, os F-35 sauditas não estarão equipados com itens como o míssil AIM-260 Joint Advanced Tactical Missile de nova geração.
Israel desfruta de permissões exclusivas para modificar sua frota de F-35, incluindo a integração de armamentos e sistemas desenvolvidos localmente.

O F-35I “Adir” é a variante personalizada de Israel do F-35A. Ele incorpora tecnologias desenvolvidas por Israel para aprimorar suas capacidades de stealth, incluindo sistemas de interferência e iscas.
A Força Aérea de Israel se opôs publicamente à possível venda, citando preocupações sobre sua superioridade aérea na região.
Atualmente, o país possui 45 caças F-35I, com mais 30 aeronaves aguardando entrega. Em contrapartida, a Arábia Saudita deve receber 48 aeronaves, com as entregas programadas para ocorrer ao longo de vários anos.
Uma revisão formal da QME de Israel precederá a finalização de qualquer venda. A legislação dos EUA também exige aprovação do Congresso antes que a transação possa prosseguir.
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