Caças Eurofighter Typhoon da Royal Air Force (RAF) decolaram da base aérea de Coningsby, no Reino Unido, para conduzir uma missão de defesa aérea da OTAN sobre a Polônia, após a detecção de 19 drones russos que entraram no espaço aéreo polonês.

A operação, parte da missão "Eastern Sentry" da OTAN, foi anunciada publicamente em 10 de setembro após a incursão.

A missão envolveu dois caças Typhoon apoiados por uma aeronave Voyager da RAF, que fornecia capacidade de reabastecimento em voo. Este é o primeiro caso reportado de forças membro da OTAN envolvendo diretamente drones russos desde o início da guerra na Ucrânia.

De acordo com relatórios oficiais, as forças de defesa polonesas engajaram os drones e derrubaram três dos 19 que cruzaram seu território. O incidente levou o Primeiro-Ministro polonês Donald Tusk a descrever a situação como a mais severa ameaça de conflito aberto na região desde a Segunda Guerra Mundial.

MiG-31BM da Força Aérea da Rússia
MiG-31BM da Força Aérea da Rússia

Incursões adicionais no espaço aéreo foram relatadas pela Romênia e Estônia, com a última registrando uma incursão de 12 minutos por MiG-31 russos. Esses incidentes provocaram novas discussões entre os membros da OTAN sob o Artigo 4, que permite que os países levantem preocupações de segurança ao Conselho do Atlântico Norte.

O Eurofighter Typhoon, um caça multifunção desenvolvido por um consórcio europeu, é um ativo chave na força de alerta de reação rápida da RAF. O Reino Unido anunciou planos para aumentar os gastos com defesa para 2,6% do PIB até 2027, reforçando sua contribuição para as operações da OTAN.

O Maréchal do Ar Harv Smyth enfatizou a parceria estabelecida com a OTAN e a prontidão dos ativos da RAF para a defesa coletiva.