O Canadá deve se juntar ao projeto Global Combat Air Program (GCAP) como observador, o que permitirá ao país acesso a uma das iniciativas de caça de 6ª geração mais avançadas atualmente em desenvolvimento.
De acordo com a agência de notícias Asahi, do Japão, o status de observador prevê que o Canadá receba informações confidenciais selecionadas dos três parceiros principais — Japão, Reino Unido e Itália — sem se comprometer com a participação total no programa.
O papel é estruturado como um passo preliminar que pode levar a um envolvimento mais profundo. Embora não se espere que o Canadá contribua para o desenvolvimento nesta fase, autoridades afirmam que o arranjo mantém aberta a possibilidade de participação futura, incluindo aquisição ou cooperação industrial.
Um anúncio formal é esperado já em julho, quando os ministros da defesa das três nações parceiras estão agendados para se encontrar no Reino Unido.

Compra de caças F-35 em dúvida
Qualquer decisão do Canadá sobre a aquisição da aeronave deve ocorrer posteriormente. Um funcionário do governo japonês disse à Asahi que o governo avaliará sua posição após se juntar ao programa como observador.
As discussões ocorrem após uma reunião em 6 de março no Japão entre o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, e seu homólogo canadense, David McGuinty, que acompanhava o primeiro-ministro Mark Carney. Os dois países também assinaram um acordo de transferência de equipamentos e tecnologia de defesa no início deste ano, sinalizando laços militares mais estreitos.
O Japão, que pretende colocar o novo caça em operação até 2035, tem sido cauteloso em expandir o número de parceiros plenos, citando preocupações sobre possíveis atrasos no desenvolvimento. Ao mesmo tempo, o interesse pelo programa cresceu à medida que os países buscam alternativas aos projetos de caça existentes.

Autoridades envolvidas no programa mantiveram conversas com várias nações, incluindo Cingapura, Austrália, Índia e Arábia Saudita. Países europeus como Alemanha, Suécia e Polônia também demonstraram interesse, de acordo com o relatório.
A crescente atenção ocorre enquanto programas de caças avançados concorrentes enfrentam incertezas. O projeto FCAS, franco-alemão-espanhol, passa por desavenças entre os parceiros, enquanto o progresso na Boeing F-47, dos EUA, permanece limitado.
O interesse do Canadá no GCAP vem após atritos com a administração Trump. A Real Força Aérea Canadense selecionou o caça F-35, para o qual assinou um acordo para 88 aeronaves, mas desde o ano passado o governo tem considerado reduzir o pedido e escolher outro caça, como o Gripen E/F.
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