O CEO da Dassault Aviation, Eric Trappier, afirmou que está dando aos parceiros do programa Future Combat Air System (FCAS) de duas a três semanas para chegarem a um acordo, em meio a impasses que continuam atrasando o progresso do projeto europeu de caça avançado.
Falando na conferência de segurança War & Peace em Paris, Trappier disse que as discussões permanecem sem resolução e expressou preocupações sobre a liderança dentro do esforço multinacional.
“Estamos estipulando de duas a três semanas para tentar encontrar um acordo,” disse ele, segundo a Reuters, acrescentando que, embora haja um amplo apoio político para o projeto, as divergências persistem sobre quem liderará o programa.

O FCAS é uma iniciativa conjunta liderada por França, Alemanha e Espanha para desenvolver um sistema de combate aéreo avançado centrado em um caça de sexta geração, conhecido como New Generation Fighter (NGF), juntamente com sistemas não tripulados, sensores avançados e uma nuvem de combate conectada.
O projeto, estimado em cerca de €100 bilhões, enfrentou repetidos atrasos ligados a disputas industriais e políticas. No cerne das tensões está a divisão de trabalho entre a Dassault Aviation, que lidera o desenvolvimento da aeronave de caça, e a Airbus, que representa os interesses alemães e espanhóis.
A Dassault defendeu uma autoridade clara sobre o design do caça, citando sua experiência com programas como o Rafale. A Airbus, por sua vez, tem pressionado por uma distribuição mais equilibrada de responsabilidades, refletindo a natureza multinacional do projeto.

Essas divergências desaceleraram o progresso em fases-chave do desenvolvimento, incluindo a transição para programas de demonstrador que são necessários para manter o cronograma em dia.
O FCAS está previsto para entrar em serviço por volta de 2040, substituindo as frotas de Rafale da França e de Eurofighter Typhoon da Alemanha e Espanha. No entanto, os atrasos correm o risco de empurrar esse cronograma ainda mais para frente, em um momento em que esforços concorrentes, como o Global Combat Air Programme (GCAP) liderado pelo Reino Unido, estão avançando em paralelo.
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