O CEO da LATAM Brasil, Jerome Cadier, afirmou que a futura operação do Embraer E195-E2 deverá ampliar a flexibilidade da malha doméstica da companhia e permitir a chegada a novos mercados no país.
A declaração foi feita durante participação no Fórum Panrotas 2026, em São Paulo, onde executivos das principais companhias aéreas brasileiras discutiram o cenário do setor e estratégias de crescimento.
Segundo Cadier, o jato da Embraer deve desempenhar um papel importante na expansão da rede da empresa no Brasil, oferecendo uma capacidade intermediária entre os aviões maiores atualmente utilizados pela companhia.
“Eu acredito que é uma aeronave que vai nos dar mais flexibilidade para chegar em mais cidades pelo Brasil”, afirmou o executivo durante o painel.
A LATAM já havia anunciado anteriormente a incorporação de 24 jatos E195-E2 à sua frota, com início das entregas previsto para o final de 2026. O modelo deverá ser utilizado principalmente em rotas domésticas e regionais, atendendo mercados que não comportam aeronaves maiores ou que exigem maior frequência de voos.

Durante o evento, Cadier também comentou que a LATAM buscou tornar sua operação mais resiliente após um processo de reestruturação financeira realizado nos últimos anos. Segundo ele, a companhia reorganizou sua estrutura de dívida, reduziu custos de forma estrutural e passou a focar mais no cliente corporativo, considerado mais estável em termos de receita.
De acordo com o executivo, essas medidas permitiram que a empresa enfrentasse com maior robustez a volatilidade típica do setor aéreo e eventuais crises externas.
Cadier destacou ainda que a transformação recente da companhia também se refletiu na percepção dos clientes. O Net Promoter Score (NPS) da LATAM passou de 19 pontos em 2018 para cerca de 55 atualmente, alcançando 61 pontos entre os clientes de categorias mais altas em 2025.
No mesmo evento, a diretora de vendas e marketing da LATAM Brasil, Aline Mafra, citou iniciativas recentes voltadas à experiência do passageiro, como a nova sala VIP em Guarulhos, melhorias na cabine executiva, expansão da conectividade a bordo em aeronaves de dois corredores e a futura incorporação dos E195-E2 à frota.
A executiva também ressaltou a importância da joint venture com a Delta Air Lines, parceria que completou três anos em 2025 e que ampliou as opções de voos entre América do Sul e Estados Unidos.
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