Guillaume Faury, CEO da Airbus, afirmou na semana passada que a Dassault está “livre para deixar” o programa de caça FCAS se estiver insatisfeita com as decisões de governança dos países sócios do projeto.

A iniciativa FCAS (Future Combat Air System ou Sistema de Caça do Futuro) reúne França, Alemanha e Espanha com o objetivo de desenvolver uma aeronave de combate de nova geração.

O projeto, no entanto, enfrenta atrasos significativos devido a desacordos sobre a gestão do programa entre a Dassault e a Airbus.

A governança do projeto continua sendo a questão central, com a França buscando liderar o programa, enquanto Alemanha e Espanha apoiam a posição da Airbus nas negociações. Essas tensões paralisaram o lançamento da segunda fase do programa, que vai construir um protótipo do caça.

A Dassault afirmou que sua reivindicação é de 51% da carga de trabalho total do projeto, enquanto algumas fontes alemãs sugeriram que a empresa francesa busca deter até 80% do programa.

A fase 2 do programa FCAS permanecerá em espera até que a estrutura de governança seja resolvida, deixando o futuro de uma das principais colaborações de defesa da Europa em questão.

O caça de 6ª geração é planejado para substituir os modelos Rafale (Dassault) e Eurofighter Typhoon (Airbus) a partir de meados da próxima década.