O CEO da Airbus, Guillaume Faury, afirmou ao jornal Bild que as futuras aeronaves comerciais poderão se assemelhar mais a bombardeiros invisíveis aos radares como o B-2 Spirit do que aos jatos atuais.
Faury citou o potencial das configurações de asa integrada (BWB, do inglês “blended-wing body”) para proporcionar maior eficiência de combustível e redução de emissões em voos de longa distância. Uma aeronave de fuselagem larga seria “mais adequada” para o conceito, disse ele.
A Airbus vem avaliando a tecnologia BWB desde 2017, no âmbito da sua iniciativa ZEROe, que propõe integração da cabine de passageiros em uma estrutura de asa única e ampla.
Os testes de voo de um protótipo em escala em 2019 indicaram uma possível economia de combustível de aproximadamente 20%.

A empresa também está explorando a propulsão a hidrogênio para futuras aeronaves BWB, embora tenha adiado sua meta original de entrada em serviço, prevista para 2035, em até uma década devido a obstáculos de certificação e limitações de infraestrutura.
A concorrência de startups, no entanto, está se intensificando. A norte-americana JetZero mira operadores de aeronaves de fuselagem larga com seu modelo Z4. O demonstrador Pathfinder, em escala reduzida, realizou um voo bem-sucedido em 2024.
A empresa também ganhou um contrato da Força Aérea dos EUA para financiar um protótipo em escala real.

A configuração BWB não é uma novidade, tendo nascido de estudos da NASA na década de 60 e que ajudaram no projeto do Ônibus Espacial.
Com uma fuselagem em formato de asa, esses aviões prometem uma aerodinâmica mais eficiente e um aproveitamento interno bem maior do que a configuração de fuselagem e asa separadas.
A instalação de motores no dorso também permite o uso de turbofans de qualquer diâmetro, uma restrição comum em aviões que os levam sob as asas.
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