A China pretende encomendar até 120 aeronaves da Airbus, disse o chanceler alemão Friedrich Merz após reuniões com o presidente Xi Jinping e o primeiro-ministro Li Qiang em Pequim nesta quarta-feira, 25.
Merz não revelou quais companhias aéreas chinesas fariam os pedidos, mas qualquer grande compra apoiada pelo Estado provavelmente envolveria as três principais transportadoras do país: Air China, China Southern Airlines e China Eastern Airlines.
Se confirmado, o acordo representaria um dos compromissos mais significativos de aeronaves por companhias aéreas chinesas a um fabricante ocidental nos últimos anos. Pedidos em grande escala de companhias aéreas chinesas não têm sido frequentes nos últimos anos em meio a tensões comerciais e fricções geopolíticas entre Pequim e Washington.

A Airbus mantém uma presença constante na China, apoiada em parte por sua linha de montagem final em Tianjin. O fabricante europeu continuou a garantir acordos no país, enquanto a Boeing tem enfrentado dificuldades para conquistar novos pedidos significativos de clientes chineses nos últimos anos.
A declaração ocorre em um momento em que a China também está promovendo sua indústria aeroespacial doméstica. O fabricante estatal COMAC produz o jato regional C909 e o C919, este último projetado para competir diretamente com as famílias Airbus A320neo e Boeing 737 MAX. Pequim tem incentivado as companhias aéreas domésticas a incorporar o C919 em suas frotas como parte de um esforço mais amplo para fortalecer a fabricação local.
Merz enquadrou a possível encomenda da Airbus como uma evidência do engajamento econômico entre a Alemanha e a China em meio à incerteza global. Detalhes sobre os tipos de aeronaves, cronogramas de entrega e a estrutura da compra não foram divulgados.
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