A companhia aérea de baixo custo SalamAir anunciou um pedido firme para seis jatos E195-E2 com a Embraer em outubro de 2022 e esperava receber a primeira aeronave no final de 2023. No entanto, até hoje nenhum desses jatos chegou ao Omã.

A empresa aérea sediada na cidade de Mascate, que hoje opera uma frota de Airbus A320 e A321 propulsionados por motores CFM Leap-1, esperava complementar essas aeronaves com o jato menor, configurado com 135 assentos em duas classes.

Mas mais uma vez o motor Pratt & Whitney GTF foi o pivô de um problema para a família de jatos E2.

Além do extenso recall por que passa o turbofan e que tem mantido aeronaves como a família A320neo e o rival A220 no solo, o PW1000G também gerou desconfiança sobre sua operação em ambiente severos e poeirento como o Oriente Médio.

Motor GTF, da Pratt & Whitney (Embraer)
Motor GTF, da Pratt & Whitney (Embraer)

Segundo declarações do chefe da divisão comercial, Arjan Meijer, a Embraer teria recomendado que a SalamAir espere por uma atualização preparada pela Pratt & Whitney no combustor do GTF antes de receber seus E195-E2, o que deve ocorrer por volta do final de 2026 e o começo de 2027.

Em resposta a um questionamento de AIRWAY, a Embraer confirmou ter concordado “com o cliente em postergar as entregas, pois eles operam os motores em um ambiente particularmente desafiador.”

Mais 10 jatos da família A320 até 2028

Além dos seis E195-E2 adquiridos, a empresa aérea tem outros seis jatos como opção de compra.

Em meio a indefinição sobre eles, a SalamAir anunciou em janeiro que busca arrendar mais 10 jatos da família A320 para serem recebidos nos próximos três anos.

Jato A321neo da SalamAir (SA)
Jato A321neo da SalamAir (SA)

Atualmente, a frota é composta por seis A320neo e sete A321neo, mas outros dois A321neo serão recebido em 2025.

Com 50% das ações nas mãos do governo de Omã, a SalamAir tem visto sua demanda de passageiros crescer significativamente. Em 2024, foram transportados 3,2 milhões de passageiros, 20% mais do que em 2023.

O mercado de aeronaves aquecido e os gargalos na produção de novos jatos, no entanto, podem frustrar o desempenho da empresa nos próximos anos.