A COMAC revisou suas metas de entrega do jato C919 para baixo em 2025, reduzindo sua produção planejada em dois terços, em meio a persistentes restrições na cadeia de suprimentos e dependência de componentes fabricados nos EUA, de acordo com a Reuters e Bloomberg.
A fabricante estatal chinesa agora pretende entregar cerca de 25 aeronaves C919 este ano, abaixo das 75 unidades anteriormente esperadas. Anteriormente, a COMAC havia aumentado sua meta de 50 para 75 jatos, com ambições crescentes para seu programa de avião de fuselagem estreita.
Os desafios na cadeia de suprimentos têm sido centrais para as metas revisadas. A COMAC depende de fornecedores dos EUA para componentes críticos, como motores e sistemas de controle de voo. Em julho, uma interrupção temporária afetou as exportações de turbofans Leap 1-C da GE Aerospace, impactando ainda mais os planos de produção da empresa.

Até aqui, a COMAC entregou apenas cinco jatos C919 em 2025, todos para companhias aéreas chinesas. As três maiores transportadoras do país esperavam receber um total combinado de 32 aeronaves até 2025, mas o cronograma ajustado pode afetar seu planejamento de frota.
O C919 foi projetado para competir diretamente com as famílias Airbus A320neo e Boeing 737 MAX, visando tanto os mercados doméstico quanto internacional. No entanto, a aeronave ainda não recebeu certificação de aeronavegabilidade de reguladores fora da China, o que limitou suas perspectivas de vendas globais.
Apesar de vendas sólidas dentro da China, a COMAC ainda não conseguiu garantir compradores para o C919 no Sudeste Asiático. O fabricante não comentou sobre as últimas mudanças na produção.
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