A companhia aérea regional dos EUA Horizon Air solicitou à Federal Aviation Administration (FAA) um prazo adicional para cumprir a nova regra que exige a instalação de barreiras físicas secundárias na cabine de comando de aeronaves comerciais recém-fabricadas.
Em carta enviada em 13 de fevereiro ao órgão regulador, a empresa com sede em Portland pediu uma extensão de 12 meses além do prazo atual, fixado para agosto de 2026, segundo o site Flight Global.
A exigência faz parte de um conjunto de medidas adotadas após os ataques de 11 de setembro de 2001 para reforçar a segurança do cockpit.
A FAA havia determinado inicialmente que a regra se aplicaria a aeronaves fabricadas após 25 de agosto de 2025, mas posteriormente adiou a implementação por um ano, atendendo a pedidos da indústria que apontaram prazos apertados para certificação e treinamento.
A Horizon, que faz parte do grupo Alaska Air, opera 47 jatos Embraer 175. Segundo a companhia, a fabricante brasileira informou em dezembro de 2025 que a barreira secundária já certificada para o modelo não pode ser instalada nas aeronaves da empresa devido a diferenças na configuração interna da cabine.
O projeto certificado foi desenvolvido para E175 equipados com um armário na área de serviço dianteira, que oferece a superfície necessária para acomodar a caixa de armazenamento da barreira quando ela não está em uso. As aeronaves da Horizon, porém, contam com uma galley nessa posição, o que impede a instalação do sistema conforme o desenho aprovado.
A Embraer trabalha em uma modificação da barreira para adaptá-la à configuração da Horizon e prevê obter certificação regulatória em julho.
A expectativa é disponibilizar os kits de retrofit em setembro, segundo a documentação apresentada, o que pode reduzir o tempo disponível para que a companhia aprove programas de treinamento e capacite suas tripulações antes do prazo atual.
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