A companhia aérea Air Astana, do Cazaquistão, assinou um Memorando de Entendimento (MoU) com a Airbus para adquirir até 50 aeronaves da família A320neo, em um acordo que representará seu maior pedido de frota até o momento.

O contrato incluirá 25 pedidos firmes e 25 opções de compra, com as primeiras entregas programadas para 2031. Os jatos também serão recebidos pela subsidiária de baixo custo FlyArystan.

A iniciativa visa apoiar a estratégia da Air Astana para eficiência operacional e padrões de serviço, à medida que enfrenta a crescente demanda em rotas de longo curso para a Ásia e Europa. A maioria das novas aeronaves deverá ser do modelo Airbus A321LR, que possui grande alcance.

“O grande pedido da Air Astana por uma nova frota de aeronaves da família Airbus A320neo reflete um compromisso em manter sua reputação de eficiência operacional e excelência no serviço a longo prazo”, disse Peter Foster, CEO da Air Astana.

A Air Astana pode receber até 15 Boeing 787 (Boeing)
A Air Astana pode receber até 15 Boeing 787 (Boeing)

Atualmente, a Air Astana opera uma frota de 62 aeronaves, das quais 59 são da família Airbus A320. Há 31 jatos na Air Astana e outros 28 na FlyArystan, incluindo modelos A320neo e A321neo.

Para rotas de longo curso, a companhia opera três Boeing 767-300, que serão substituídos por até 18 787-9 Dreamliners a partir de 2026, como resultado de um contrato de compra com o fabricante norte-americano e também do leasing de três aeronaves.

Air Astana devolveu jatos E2 e processou Embraer

A Air Astana foi um dos primeiros operadores dos jatos E2, tendo recebido cinco Embraer E190-E2 que ostentavam uma pintura especial com cara de leopardo das neves. As aeronaves foram recebidas entre 2018 e 2019 por meio de leasing com a AerCap, que repassou os aviões para a Azorra Aviation .

Em 2024, a empresa decidiu devolver os cinco jatos alegando que ela prefere operar em rotas de menor demanda com uma aeronave mais capaz, com 180 assentos – o E190-E2 é configurado 108 lugares em duas classes.

A realão com a Embraer nunca foi, de fato, positiva já que em 2021, a empresa aérea entrou com um processo judicial nos EUA pedindo uma indenização de US$ 11,9 milhões da Embraer por supostas falhas nas aeronaves.

O primeiro E190-E2 da Air Astana exibiu a pintura de um Leopardo das Neves, felino nativo do país (Embraer)
O primeiro E190-E2 da Air Astana exibiu a pintura de um Leopardo das Neves, felino nativo do país (Embraer)

Segundo disse a companhia na época, os E190-E2 seriam inseguros, o que a obrigou a mantê-los no solo por longos períodos.

Entre os defeitos relatados estavam falhas nos sistemas anti-gelo das asas, problemas com a pressurização da cabine que levaram ao acionamento das máscaras de oxigênio, alerta de fumaça na cabine, falha na bomba hidráulica, mudanças de altitude sem intervenção da tripulação e falhas no acionamento dos slats em seis ocasiões.

A Embraer, no entanto, negou categoricamente as alegações. A Air Astana foi a única operadora a relatar os supostos problemas com os E2. As duas empresas teriam chegado a um acordo posteriormente.