A coisa não está fácil para os clientes do A220, jato que concorre com a família E2 da Embraer. Embora os dois jatos usem o mesmo motor GTF, da Pratt & Whitney, o Airbus sofre mais por desgastar seus turbofans mais rápido.
Como a fabricante dos motores não tem conseguido revisá-los em curto ou médio prazo, muitas companhias aéreas estão aterrando seus aviões, como a SWISS, ou então desistindo do A220. Isso ocorreu com a EgyptAir e em setembro com a Air Austral.
A companhia francesa, com sede na ilha da Reunião, no Oceano Índico, tem três A220-300, mas que mal voam. Agora ela bateu o martelo sobre o que fazer com eles. Os aviões serão trocados por dois A320neo arrendados junto à empresa Macquarie AirFinance.
“Essa escolha é um passo importante para consolidar de forma duradoura nossas operações de médio alcance e apoiar nosso crescimento”, disse Hugues Marchessaux, CEO da Air Austral. O problema é que os dois Airbus só chegarão em 2027.

A empresa espera finalizar o contrato de leasing operacional nas próximas semanas. Em paralelo, a Air Austral está revisando opções para a renovação de sua frota de longo alcance até 2030.
A escolha do A320neo ocorreu paós avaliação de opções na Airbus e a Boeing, com decisões baseadas em critérios como capacidade e desempenho.
Embora nenhuma declaração oficial tenha sido feita, a escolha do motor para o A320neo deve recair sobre o CFM Leap-1, já que o A320neo também utiliza o turbofan da Pratt & Whitney, que enfrenta o mesmo problema que afetou o A220.
A transportadora introduziu seu primeiro Airbus A220-300 em julho de 2021, no entanto, problemas persistentes com os motores aterraram duas das três aeronaves, de registros F-OLAV e F-OTER.
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