Legisladores dos EUA bloquearam a tentativa do Pentágono de cancelar o programa Boeing E-7 Wedgetail da Força Aérea dos EUA (USAF), garantindo a continuidade do financiamento provisório para o novo avião-radar durante as recentes negociações do orçamento de defesa no Congresso em Washington.
A decisão ocorre enquanto o Departamento de Defesa buscava encerrar o esforço do E-7, citando atrasos significativos e um aumento no custo unitário, que passou de US$ 588 milhões para US$ 724 milhões.
Os legisladores argumentaram que a manutenção de aeronaves de vigilância é essencial devido ao aumento das ameaças de segurança global e lacunas nas capacidades atuais, de acordo com o The Wall Street Journal.
O E-7 Wedgetail tem como objetivo substituir a antiga frota de Boeing E-3 Sentry e é construído sobre a plataforma Boeing 737 Next Generation. A Força Aérea dos EUA concedeu à Boeing um contrato de US$ 1,2 bilhão em 2023 para o desenvolvimento da aeronave.

O Pentágono tem defendido sistemas de vigilância baseados no espaço para eventualmente reduzir a dependência de plataformas aéreas tripuladas. No entanto, o Congresso priorizou a preservação da prontidão operacional à medida que as capacidades dos adversários evoluem.
Vários aliados dos EUA, incluindo Austrália, Coreia do Sul e Reino Unido, já adotaram o E-7 Wedgetail. Por outro lado, a OTAN, que havia anunciado a seleção do E-7, cancelou o plano após os EUA sinalizarem que não prosseguiriam com o programa.
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