A Coreia do Sul apresentou o primeiro caça KF-21 Boramae produzido em série nesta sexta-feira, 26 de março, nas instalações da Korea Aerospace Industries (KAI) em Sacheon.
O jato é uma variante de dois lugares e é o primeiro construído com padrão de produção após vários anos de desenvolvimento e testes de voo. O programa foi lançado em 2016, com o primeiro protótipo sendo apresentado em 2021 e seu voo inaugural realizado em 2022. Desde então, seis protótipos foram utilizados na campanha de testes, o que acelerou o projeto.
O KF-21 destina-se a substituir os antigos caças F-4 e F-5 da Força Aérea da República da Coreia (ROKAF), enquanto opera ao lado de plataformas mais novas, como o F-35A já em serviço.
Seul optou por um design que evita a complexidade total de um caça de quinta geração, com uma configuração frequentemente descrita como “de geração 4,5”. A aeronave não prioriza a furtividade na mesma medida que aviões como o F-35, mas incorpora sistemas como um radar AESA e um sistema de busca e rastreamento infravermelho (IRST).

Em sua configuração inicial, o KF-21 transporta armas externamente, incluindo mísseis ar-ar de alcance além da visão, como o MBDA Meteor. Versões futuras devem introduzir compartimentos internos para armas e capacidades expandidas, enquanto há planos de uma variante de guerra eletrônica.
A Coreia do Sul também está estudando conceitos que envolvem coordenação entre o KF-21 e sistemas não tripulados, incluindo drones desenvolvidos localmente, com a versão de dois lugares oferecendo potencial para funções de controle de missão.
Os planos atuais preveem que a ROKAF opere 40 aeronaves até 2028 e amplie a frota para 120 jatos até 2032.

O KF-21 entra em um mercado competitivo que inclui o caça KAAN da Turquia, o J-10CE da China, além do amplamente adotado F-35 de quinta geração.
A Indonésia, um parceiro menor no programa e que enfrentou repetidos atrasos em seus compromissos financeiros, continua a sinalizar interesse na aeronave. Ao mesmo tempo, Jacarta tem buscado outras opções, incluindo acordos para o Rafale, participação no programa KAAN e discussões com a China sobre o J-10CE.
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