O Ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, afirmou ao parlamento na quinta-feira, 4, que a Alemanha seria bem-vinda no programa Global Combat Air Programme (GCAP), enquanto Berlim enfrenta crescente pressão de legisladores para encerrar sua participação no rival Future Combat Air System (FCAS).
Ambos os programas preveem o desenvolvimento de um caça de 6ª geração para substituir aeronaves como o Dassault Rafale e o Eurofighter Typhoon, com entrada em serviço prevista para cerca de 2035.
As declarações de Crosetto ocorrem em meio a intensas disputas entre a Airbus na Alemanha e a Dassault na França, que colocam em risco o projeto do FCAS, avaliado em €100 bilhões. “A Alemanha poderia possivelmente se juntar a este projeto no futuro”, disse o ministro, citando os benefícios econômicos e técnicos de uma participação mais ampla.
O programa FCAS, que também inclui a Espanha, está enfrentando fricções internas que podem comprometer sua continuidade. Os ministros da Defesa da Alemanha, França e Espanha estão programados para se encontrar no dia 11 de dezembro para discutir o futuro do programa.

As divergências industriais franco-alemãs giram em torno de liderança, propriedade intelectual e divisão de trabalho, complicando os esforços colaborativos. Líderes empresariais alemães intensificaram as atividades de lobby na tentativa de manter o FCAS em andamento.
“Quanto mais países participarem, maior a massa crítica para investir, mais mentes brilhantes podem ser reunidas, maior o retorno econômico e menores os custos para nós”, afirmou Crosetto, destacando as potenciais vantagens do GCAP para os participantes.
O projeto GCAP atualmente envolve Itália, Reino Unido e Japão. Os dois primeiros também são parceiros da Espanha e Alemanha no Eurofighter, o que demonstra que uma eventual união seria algo natural.
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