O senador francês Hugues Saury revelou que a fabricante Dassault Aviation expressou preocupações em relação à incapacidade da Airbus de entregar subcomponentes técnicos para o programa FCAS durante uma audiência no Senado em Paris, segundo o site  Opex360.

O FCAS (Future Combat Air System), uma iniciativa conjunta envolvendo França, Alemanha e Espanha, tem enfrentado atritos internos sobre divisão de trabalho e tomadas de decisão. A Dassault, atuando como contratante principal, busca uma mudança na governança que aumente seu controle sobre as decisões do programa.

As disposições atuais de governança permitem que a Airbus – com subsidiárias na Alemanha e na Espanha – tenha uma voz significativa no programa, uma estrutura que a Dassault argumenta ser ineficiente. Dificuldades recentes em cumprir compromissos técnicos minaram as relações entre as equipes de engenharia.

Caça Rafale (Dassault)
Caça Rafale (Dassault)

A iniciativa FCAS, lançada em 2017, enfrentou repetidos atrasos devido a desavenças sobre a distribuição de responsabilidades e direitos de propriedade intelectual entre os principais parceiros industriais. Os representantes das empresas e dos governos estão trabalhando para uma decisão até 18 de dezembro para determinar a direção futura do projeto.

O FCAS é destinado a substituir as frotas do Rafale francês e dos Eurofighters alemão e espanhol por uma nova aeronave de combate até 2040. O programa é considerado central para manter as capacidades da indústria de defesa europeia nas próximas décadas.

Líderes políticos, incluindo o chanceler alemão Friedrich Merz e o presidente francês Emmanuel Macron, devem tomar uma decisão final até o final do ano sobre se continuar com o atual consórcio industrial ou buscar abordagens alternativas.