A Dassault Aviation está ampliando gradualmente a produção de seu caça Rafale e pretende alcançar uma taxa de quatro aeronaves por mês até 2029, com a possibilidade de elevar a produção para cinco por mês, dependendo de futuros pedidos, disse o CEO Eric Trappier.
O plano é motivado pela forte demanda de exportação pela aeronave nos últimos anos e os preparativos para atender contratos adicionais.
A Dassault entregou 26 caças Rafale em 2025 e espera entregar 28 aeronaves em 2026. O fornecimento atual de componentes de longo prazo suportaria uma taxa de produção equivalente a quatro aeronaves por mês até 2029, assumindo cerca de onze meses de trabalho por ano. Trappier afirmou que a empresa normalmente precisa de cerca de três anos entre a definição de uma meta de produção e a sua concretização na linha de montagem.

Um aumento potencial para cinco aeronaves por mês foi avaliado, mas ainda não foi aprovado. Segundo o executivo, qualquer decisão dependerá de pedidos adicionais. Se a meta fosse adotada em 2027, provavelmente entraria em vigor por volta de 2030.
A Índia pode desempenhar um papel importante nessa expansão. A Dassault se associou à Tata Advanced Systems para fabricar duas seções de fuselagem do Rafale por mês no país, com entregas previstas para começar em 2028.
A iniciativa ocorre enquanto Nova Délhi avalia um pedido proposto para 114 caças Rafale adicionais e busca uma maior produção local.
Se o contrato for confirmado, uma segunda linha de montagem final do Rafale poderia ser criada em Hyderabad. As autoridades indianas sinalizaram que mais da metade dos componentes para aeronaves fabricadas localmente devem vir de fornecedores domésticos, uma exigência que a Dassault afirma acreditar que pode atender.

Em 1º de janeiro, a Dassault divulgou um backlog de 220 caças Rafale de um total de 533 aeronaves encomendadas desde o início do programa, incluindo 323 para clientes de exportação.
O aumento na produção ocorre à medida que a empresa aumenta a contratação para apoiar seus planos industriais. A Dassault recrutou mais de 1.500 funcionários em 2025, elevando sua força de trabalho para pouco mais de 15.000.
Além do atual ciclo de produção do Rafale, a Dassault também aguarda progressos no Future Combat Air System (FCAS), o programa europeu multinacional que deve produzir o sucessor de próxima geração do caça Rafale. O resultado desse projeto deve moldar a estratégia de aviação militar de longo prazo da empresa.
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