O Câmara dos Deputados dos EUA aprovou um projeto de lei de autorização de defesa que impõe restrições à frota de aviões-tanque da Força Aérea, limitando especialmente a aposentadoria das aeronaves Boeing KC-135 e restringindo compras adicionais do KC-46A Pegasus até que os problemas técnicos sejam resolvidos.
A legislação, que ainda precisa ser combinada com um projeto similar do Senado e assinada para se tornar lei, visa aumentar a frota de reabastecimento aéreo da Força Aérea dos EUA (USAF) de 466 para 504 aeronaves até 2027.
Sob o projeto de lei, a aposentadoria de qualquer tanque KC-135 da Reserva da Força Aérea é proibida, enquanto reavalia a desativação dos jatos KC-10 Extender se o tamanho mínimo da frota de 485 aeronaves não for alcançado até outubro de 2026.

Os KC-10, que foram retirados de serviço, devem ser armazenados em condição de prontidão para voo para garantir reativação rápida, se necessário. A medida reflete preocupações sobre a manutenção de uma capacidade suficiente de reabastecimento aéreo para as operações militares dos EUA, especialmente à medida que o programa KC-46A continua a enfrentar contratempos.
Os legisladores citam deficiências não resolvidas da Categoria 1 no KC-46A, incluindo pelo menos seis riscos principais à segurança da tripulação e à integridade da aeronave. Esses problemas incluem questões persistentes com o sistema de visão remota da aeronave, que foram vinculadas a incidentes relatados.

Como resultado, a legislação limita as aquisições do KC-46A a 183 unidades até que um plano corretivo formal seja implementado, apesar da meta declarada da Força Aérea de eventualmente adquirir até 263 aeronaves.
Em resposta, a Boeing diz está trabalhando em soluções temporárias e permanentes para os problemas técnicos do KC-46A. A aeronave desempenhou um papel significativo no apoio a missões, como aquelas direcionadas a locais de desenvolvimento nuclear no Irã, enfatizando a necessidade operacional de uma frota de tanques confiável e disponível.
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