A Dinamarca fornecerá quatro caças Lockheed Martin F-35 para a missão Arctic Sentry da OTAN, anunciou nesta sexta-feira o ministro da Defesa, Troels Lund Poulsen.

A aliança anunciou nesta semana o lançamento da missão para reforçar sua presença no Ártico, região considerada cada vez mais estratégica.

A iniciativa ocorre em meio a tensões dentro da própria OTAN após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltar a defender a aquisição da Groenlândia, território autônomo sob soberania dinamarquesa, alegando que a ilha é essencial para a defesa contra ameaças russas e chinesas.

“Nossa contribuição com F-35 reforça a presença geral na região e ressalta o papel da Dinamarca como aliado ativo no Ártico e no Atlântico Norte”, afirmou Poulsen em comunicado. Ele acrescentou que espera que os Estados Unidos também contribuam com meios para a missão.

A Real Força Aérea Dinamarquesa está substituindo seus F-16 por 42 F-35A. Até o momento, cerca de 20 aeronaves já foram entregues, com as demais previstas para os próximos anos.

A Groenlândia abriga instalações militares estratégicas dos Estados Unidos e ocupa posição central entre a América do Norte e a Europa, sendo relevante para sistemas de alerta antecipado de mísseis, vigilância espacial e operações no Ártico.

O envio dos F-35 indica a intenção de Copenhague de reforçar a postura da OTAN no extremo norte em um momento de crescente competição geopolítica na região.