O primeiro MQ-25 Stingray de produção, drone de reabastecimento aéreo da Marinha dos Estados Unidos (US Navy), concluiu seu teste inicial de táxi em baixa velocidade, marcando um avanço importante rumo ao primeiro voo do programa.
O ensaio foi realizado nas instalações da Boeing no aeroporto de MidAmerica, próximo a St. Louis, no estado do Missouri. A Boeing divulgou um vídeo mostrando a aeronave se deslocando sob sua própria propulsão, confirmando o avanço dos testes em solo para a fase imediatamente anterior às operações de voo.
Segundo a Marinha dos EUA, participaram da atividade equipes dos esquadrões de testes VX-23 e UX-24, este último dedicado ao desenvolvimento de sistemas aéreos não tripulados. Os testes de táxi são necessários para validar sistemas de frenagem, direção, propulsão e comportamento em solo antes da liberação para voo.
A aeronave utilizada é o primeiro MQ-25 no padrão de produção, distinto do demonstrador T1 empregado em ensaios de voo e solo nos últimos anos. O T1 não representa integralmente a configuração final prevista para a frota operacional.

As imagens divulgadas oferecem uma visão mais clara da configuração externa definitiva do MQ-25, incluindo a entrada de ar posicionada na parte superior da fuselagem, o escapamento integrado ao corpo da aeronave e uma torre de sensores retrátil sob o nariz. A Marinha afirma que, além da missão principal de reabastecimento aéreo, o MQ-25 também terá capacidade secundária de inteligência, vigilância e reconhecimento.
A Boeing trabalha atualmente na produção de nove aeronaves MQ-25 de pré-série, das quais cinco serão destinadas a testes estruturais e de fadiga. A Marinha dos EUA planeja adquirir um total de 76 unidades do modelo e, mais recentemente, tem como meta alcançar a capacidade operacional inicial em 2027.
O programa sofreu atrasos em relação aos cronogramas originais. Os planos iniciais previam o início das entregas em 2022 e a entrada em serviço em 2024. O primeiro voo, inicialmente esperado antes do fim de 2025, foi adiado para 2026.

Apesar dos desafios de calendário, a Marinha dos EUA continua a considerar o MQ-25 uma capacidade essencial. A aeronave deverá assumir a missão de reabastecimento aéreo embarcado atualmente realizada por caças F/A-18F Super Hornet, reduzindo o desgaste dessas aeronaves e liberando-as para outras funções.
O MQ-25 também é visto como um programa de referência para futuras capacidades não tripuladas embarcadas. Paralelamente aos testes de voo, seguem em desenvolvimento os sistemas de comando e controle, os procedimentos de movimentação no convés e as estruturas de treinamento necessárias para integrar o Stingray às operações rotineiras em porta-aviões.
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