A companhia aérea israelense El Al revisou seu acordo de pedidos pelo Boeing 787, convertendo compromissos existentes em quatro aeronaves 787-10 além de garantir opções para jatos adicionais.

O acordo envolve a conversão de três 787-9s previamente encomendados para a variante maior 787-10, juntamente com o exercício de uma opção para uma quarta aeronave. A empresa também mantém opções para até seis Dreamliners adicionais para entrega no início da década de 2030, o que poderia elevar sua frota total de 787 para até 34 aeronaves.

Atualmente, a El Al opera 17 Dreamliners—quatro 787-8s e 13 787-9s—e deve receber duas unidades adicionais alugadas, elevando a frota para 19 no curto prazo. O modelo já forma a espinha dorsal de sua rede de longa distância, substituindo fuselagens largas mais antigas e apoiando rotas para a América do Norte, Europa e Ásia.

A introdução do 787-10 aponta para uma mudança em direção a aeronaves de maior capacidade em rotas principais. Enquanto o 787-9 na configuração da El Al acomoda 271 passageiros em três classes, o maior -10 pode acomodar cerca de 300 ou mais, dependendo da configuração, oferecendo um aumento significativo na oferta de assentos com um alcance ligeiramente menor.

Boeing 777 da El Al usado no Brasil até 2012 (Adrian Pingstone/Wikimedia)
Boeing 777 da El Al usado no Brasil até 2012 (Adrian Pingstone/Wikimedia)

A frota de fuselagem larga da El Al ainda inclui seis aeronaves 777-200, cada uma configurada com 313 assentos, embora esses jatos estejam previstos para serem aposentados ao longo do tempo à medida que novas aeronaves chegarem.

A companhia aérea afirmou que o acordo revisado, avaliado em cerca de US$ 1,5 bilhão, dependendo da configuração e preços, tem como objetivo alinhar a capacidade da frota com o crescimento esperado no tráfego de passageiros no Aeroporto Ben Gurion de Tel Aviv nos próximos anos.