O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy fez um tour pela Europa no final de semana onde colecionou avanços para que a Força Aérea do país consiga caças avançados do Ocidente.

No sábado, Zelenskiv esteve na Suécia onde se encontrou com o primeiro ministro Ulf Kristersson. Entre os assuntos abordados estava a possibilidade de receber caças Saab Gripen.

“Hoje discutimos em detalhes os passos futuros quanto à possibilidade de discutir a possibilidade de receber Gripens suecos”, disse o presidente.

A Suécia já havia convidado os pilotos da Força Aérea Ucraniana para voar no Gripen, porém, o país não está disposto a repassar seus caças ativos por conta dos ânimos acirrados com a Rússia após a adesão à OTAN.

O Gripen C da força aérea da Suécia (Tuomo Salonen)
O Gripen C da força aérea da Suécia (Tuomo Salonen)

Caças F-16 chegarão no Ano Novo

Enquanto o Gripen é uma possibilidade, o caça Lockheed Martin F-16 passou a ser uma certeza. Também neste fim de semana, os governos da Dinamarca e a da Holanda confirmaram a doação das aeronaves de combate, que estão sendo retiradas de serviço graças às entregas do caça furtivo F-35.

A Dinamarca foi mais incisiva ao confirmar a transferência de 19 caças F-16A/B, seis deles já a partir do Ano Novo enquanto outros oito serão enviados em 2024 e o restante, em 2025.

F-16 holandês (GU)
F-16 holandês (GU)

Em visita à Base Aérea de Eidhoven, na Holanda, Zelenskie teve um encontro com o primeiro-ministro do país, Mark Rutte.

A Holanda confirmou que enviará seus caças, mas ainda não revelou o número de aeronaves. Atualmente ela tem 42 F-16, 24 deles em serviço ativo, mas que serão aposentados em 2024.

O treinamento dos pilotos ucranianos também já teve início e ocorrerá na Dinamarca e na Romênia.

Caça MiG-29 da Ucrânia (Ivano-Frankowsk)
Caça MiG-29 da Ucrânia (Ivano-Frankowsk)

Ter caças ocidentais mais modernos é um dos apelos mais antigos de Zelenskiye, que espera que essas aeronaves possam defender o território ucraniano de forma mais eficiente contra os ataques da Rússia após a invasão militar iniciada em fevereiro de 2022.

Na época, a Força Aérea da Ucrânia contava com caças Su-27 e MiG-29 desatualizados, boa parte deles derrubado em combate contra aeronaves russas mais capazes.