A Embraer já identificou locais potenciais nos Estados Unidos para implantar uma linha de montagem do KC-390 assim como fornecedores no país para fabricar a aeronave — um passo crucial para cumprir as regras de aquisição dos EUA, como o Buy American Act.
A movimentação posiciona o fabricante brasileiro para competir em futuros programas de reabastecimento aéreo para a Força Aérea dos EUA (USAF).
Executivos da Embraer disseram à Flight Global que o plano inclui estabelecer uma linha de montagem final e uma cadeia de suprimentos local para peças e sistemas. Essas medidas permitiriam que o KC-390 atendesse aos requisitos de conteúdo doméstico e se qualificasse para contratos do governo dos EUA.
Mais de 50% dos materiais da aeronave já são adquiridos de 59 fornecedores aeroespaciais com sede nos EUA, o que a Embraer afirma fornecer uma base sólida para a produção nos EUA.

A empresa vê a plataforma como uma candidata para o programa Next Generation Air Refueling System (NGAS)da Força Aérea — uma iniciativa destinada a desenvolver um novo tanque sobrevivente para ambientes operacionais mais contestados na década de 2030.
A Embraer chegou a se associar à L3Harris para propor uma variante de tanque tático do KC-390 para o mercado dos EUA, mas o parceria foi desfeita. Desde então, espera-se por algum novo anúncio nesse sentido – a Northrop Grumman seria uma candidata.
A empresa planeja responder formalmente ao recente Pedido de Informação (RFI) da Força Aérea até 24 de outubro. A montagem nos EUA tornaria a aeronave elegível para consideração sob as leis de aquisição atuais.

O projeto do KC-390 inclui recursos como auxílios defensivos, velocidade de cruzeiro elevada e controles fly-by-wire avançados, que a Embraer destaca como uma base para melhorias adicionais — incluindo sistemas de guerra eletrônica — para atender aos requisitos do NGAS. A aeronave está atualmente em serviço ou com pedido em 11 operadores em todo o mundo, incluindo várias forças aéreas europeias e asiáticas.
Embora o programa NGAS permaneça em desenvolvimento inicial, com cerca de US$ 13 milhões alocados para o ano fiscal de 2026, a Força Aérea mantém seu objetivo de implantar um tanque de próxima geração no início da década de 2030.
Concorrentes potenciais incluem Boeing, Lockheed Martin, JetZero e Airbus, tornando a produção nos EUA um pré-requisito estratégico para a Embraer competir em igualdade de condições.
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