Durante o Fórum de Negócios Moçambique-Brasil realizado em Maputo, representantes da Embraer defenderam o uso de aeronaves com até 150 assentos como solução para ganhos de eficiência na aviação regional.
As declarações surgem no momento em que a estatal Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) planeja expandir sua frota, hoje bastante reduzida.
“Nossos aviões têm uma capacidade de 146 lugares. Somos líderes mundiais nessa categoria de até 150 lugares”, afirmou João Taborda, vice-presidente da Embraer, se referindo ao jato E195-E2, o maior da empresa. Ele destacou que aeronaves maiores frequentemente operam com baixa ocupação, elevando custos para as companhias.
“Muitas vezes vemos aeronaves grandes que viajam com muitos lugares vazios. Isso é muito ineficiente e muito oneroso para as companhias aéreas”, acrescentou Taborda. A fabricante projeta que aeronaves regionais permitem flexibilidade de voos e melhor adequação à demanda.

“Os nossos aviões permitem, em vez de colocar essas todas 200 pessoas em um só avião, se calhar podemos fazer dois ou três voos por dia”, explicou o executivo. No contexto africano, cerca de 85% das rotas movimentam menos de 200 passageiros diariamente.
Fundada em 1937, a LAM já passou por altos e baixos em sua carreira. A companhia aérea operou de aviões russos como o Ilyushin IL-62 a widebodies ocidentais como o DC-10, além de jatos E190 brasileiros.
Na nova tentativa de relançá-la, o governo incorporou à frota da LAM um turboélice Q400, com capacidade para 74 passageiros, e um Airbus A319, com 144 assentos.
Segundo a Primeira-Ministra Benvinda Levi, a companhia receberá ainda neste ano dois Embraer E190 de primeira geração, com capacidade entre 90 e 114 assentos.
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