A Embraer realizou nesta quarta-feira (25) uma demonstração do eVTOL desenvolvido pela Eve Air Mobility ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita à unidade de Gavião Peixoto (SP).

O voo ocorreu no mesmo evento que marcou a apresentação do primeiro caça F-39E Gripen montado no Brasil, reunindo autoridades e executivos da indústria aeronáutica.

O eVTOL, frequentemente chamado de “carro voador”, é um projeto da Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer voltada ao segmento de mobilidade aérea urbana. A aeronave elétrica tem capacidade para quatro passageiros e um piloto, com alcance estimado de até 100 km.

O modelo utiliza um conjunto de oito motores elétricos dedicados à decolagem e pouso vertical, além de um propulsor traseiro para o voo horizontal. O sistema foi projetado para aumentar a redundância e a controlabilidade durante as diferentes fases do voo.

Aeronave elétrica fez demonstração em Gavião Peixoto (BNDES)
Aeronave elétrica fez demonstração em Gavião Peixoto (BNDES)

A Eve vem conduzindo uma campanha de testes com seu protótipo de engenharia, que já soma 35 voos realizados e cerca de uma hora e meia de tempo de voo acumulado desde o primeiro voo, em dezembro de 2025. Até o momento, a aeronave atingiu 140 pés de altitude (43 metros).

Os testes iniciais têm sido realizados em baixas velocidades, de até 15 nós (cerca de 28 km/h), permitindo validar sistemas de controle, eficiência aerodinâmica dos rotores, comportamento térmico e o modelo de propulsão. A campanha prevê a expansão do envelope de voo, com testes em velocidades de até 30 nós (56 km/h) nas próximas etapas.

Segundo a empresa, os resultados preliminares indicam desempenho de propulsão e baterias acima das estimativas iniciais, enquanto os níveis de ruído permanecem inferiores aos de helicópteros.

O modelo utiliza oito motores elétricos dedicados à decolagem e pouso vertical, além de um propulsor traseiro para o voo horizontal, configuração que busca aumentar a redundância e o controle durante as diferentes fases do voo.

O programa segue em desenvolvimento com foco na certificação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e outras autoridades internacionais, com previsão de entrada em serviço a partir de 2027.

O projeto conta com apoio financeiro do BNDES, que já soma mais de R$ 1,4 bilhão em financiamentos à Eve desde 2022, além de recursos adicionais aprovados por órgãos de fomento à inovação.