A Embraer está enfrentando atrasos na produção de seus jatos regionais E175 em meio a uma escassez de motores CF34 fornecidos pela GE Aerospace. O gargalo de suprimentos, que começou neste ano, resultou em pedidos não atendidos, afetando a capacidade da empresa de cumprir suas metas de entrega.

O CF34, que está em serviço desde 1983, impulsiona a família de E-Jets de primeira geração, incluindo o E175, que continua sendo o modelo mais vendido da série. A Embraer relatou um backlog de 208 E175 não entregues até o final de junho, com planos de entregar entre 77 e 85 E-Jets em 2025, aproximadamente 35% dos quais são E175.

As restrições de suprimento de motores não são exclusivas da Embraer. A GE Aerospace tem enfrentado limitações de produção não apenas com o CF34, mas também com o motor Leap, desenvolvido em parceria com a Safran Aircraft Engines, que impulsiona outras aeronaves, como o Airbus A320neo e o Boeing 737 MAX.

Jato C909 (ARJ21) é equipado com motores CF34, da americana GE (GE)
Jato C909 (ARJ21) é equipado com motores CF34, da americana GE (GE)

O CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, disse à Flight Global que a empresa também enfrentou escassez de componentes de fuselagem, contribuindo para a mudança nos gargalos de produção. A GE Aerospace afirmou que está trabalhando para atender às necessidades de motores da Embraer.

O CF34 também é utilizado pela Bombardier no Challenger 650 e pela COMAC no jato regional C909.

Gomes Neto também afirmou que o fornecimento de motores da família PW1000G da Pratt & Whitney voltou a ser normalizado. O turbofan equipa a família E2 de aeronaves comerciais.

Apesar dos problemas na cadeia de suprimentos, o CEO da Embraer expressou confiança em retornar às entregas de mais de 100 jatos comerciais a partir de 2028.