A Embraer conseguiu atingir a meta de entregas de aeronaves comerciais em 2025, porém, apenas marginalmente. Após seus executivos preverem que o objetivo seria atingido com folga, a fabricante brasileira terminou o ano com 78 jatos entregues, apenas um acima da meta mínima, que era de 77 aviões – a empresa considerava como teto 85 unidades.

A família E2, formada pelos modelos E190-E2 e E195-E2, teve entregas abaixo do volume de 2024. Foram 44 aeronaves contra 47 anteriormente.

Os E190-E2 tiveram seis aviões entregues, três deles no 4º trimestre – em 2024, o total havia sido de oito jatos. Já os populares E195-E2 terminaram 2025 com 38 entregas, uma a menos que no ano anterior. No 4º trimestre foram entregues 15 desses aviões além de três E190-E2.

Os dois modelos são equipados com o turbofan GTF, da Pratt &Whitney, que apresenta problemas de durabilidade e passa por um amplo recall, afetando a produção de novos aviões.

E195-E2 de registro PS-ADN (Azul)
E195-E2 de registro PS-ADN (Azul)

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Em coletiva de resultados semanas atrás, o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, afirmou que os problemas na cadeia de suprimentos haviam sido superados e que buscar a meta era uma tarefa apenas da empresa.

Se os E2 frustraram, o veterano E175 surpreendeu com 34 aviões entregues, oito a mais do em 2024. A aeronave tinha uma carteira de pedidos pendentes de 200 aviões até setembro passado enquanto 14 unidades foram entregues no trimestre final de 2025.

Com 32 entregas somadas, a Embraer atingiu seu melhor trimestre nesse quesito desde 2019, quando havia entregue 35 aeronaves no final daquele ano.

Agora, a empresa busca voltar aos três dígitos de entregas, apostando no seu backlog crescente.