A Embraer e outras empresas brasileiras do setor aeroespacial ficaram de fora da sobretaxa de 50% imposta pelo governo americano a produtos nacionais.
Imposto por Donald Trump, o chamado “tarifaço” exclui aviões e componentes aeronáuticos, bem como outros produtos, entre eles suco de laranja e petróleo, por exemplo.
A taxa de 50% para entrada de produtos brasileiros no mercado americano é em realidade uma adição ao que já era cobrado desde abril para produtos brasileiros, sendo este de 10%. Nesse caso, a sobretaxa adiciona mais 40%.

No caso da Embraer, cálculos da empresa estimavam em até R$ 2 bilhões a mais em tarifas americanas somente em 2025, caso a empresa brasileira tivesse que pagar os 50% com a venda de aeronaves e sobressalentes a companhias aéreas americanas.
Até 2030, com a vigência do tarifaço sobre a Embraer, a fabricante de aeronaves comerciais, militares e executivas recolheria nada menos que R$ 20 bilhões em imposto de importação aos EUA.
Os números foram apresentados pelo CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, descrevendo um cenário assustador para o fabricante brasileiro.

Ações disparam
Nos EUA, o mercado de jatos executivos representa para a Embraer 70% de suas vendas e a imposição do tarifaço sobre as vendas seria altamente danosa às finanças da empresa.
Com a exclusão de aeronaves do tarifaço americano, as ações da Embraer subiram nada menos que 10,56% com valor de R$ 76,00 por ação nesta quarta (30), indicando otimismo do setor aeronáutico com as potenciais vendas de aviões da empresa no mercado de aviação dos EUA.

Em nota, a Embraer disse que “a notícia confirma o impacto positivo e a importância estratégica das atividades da Embraer para as economias brasileira e norte-americana”.
Com fechamento de US$ 29,7 bilhões em carteira de pedidos no segundo trimestre de 2025, a Embraer entregou 61 aeronaves nesse período e boa parte seguiu para os EUA, com o E175 como destaque nas entregas.
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