Após ser poupada de uma tarifa adicional de 40% sobre suas aeronaves que entrou em vigor em agosto nos EUA, a Embraer teria aproveitado as negociações com o governo Trump para oficializar a propsota de produzir o KC-390 Millennium no país.

A informação foi divulgada pela Revista Oeste, mas sem citar fontes. Segundo ela, a proposta envolveria um investimento de cerca de US$ 500 milhões para criar 2 mil empregos nos EUA.

A reportagem não traz mais detalhes como o local onde a linha de montagem poderia ser instalada e nem mesmo qual seria o perfil oferecido ao governo.

No entanto, sabe-se que a Embraer tenta convencer oficiais da Força Aérea dos EUA (USAF) e de outras divisões do governo a respeito da versatilidade do Millennium, uma aeronave que além de transportar cargas e tropas e realizar reabastecimento aéreo, possui potencial de assumir outras missões como reconhecimento e patrulha marítima.

Montagem de um KC-390 (Embraer)
Montagem de um KC-390 (Embraer)

Há alguns anos, a empresa propõe uma variante de avião-tanque tático, capaz de operar em pistas não preparadas e apoiar ações mais próximo da linha de frente do que conseguem modelos como o KC-135 e o KC-46.

No entanto, a USAF tem sinalizado planos de expandir as encomendas do Pegasus, da Boeing, como uma alternativa mais simples e barata para atender suas necessidades.

A despeito das incertezas geradas pelo anúncio de Trump sobre tarifas, a Embraer acabou excluída da lista de bens brasileiros em virtude da sua grande infraestrutura nos EUA, que conta com mais de 2.500 funcionários, várias instalações e linhas de montagem.

A linha de jatos E175 também é quase toda voltada à clientes norte-americanos enquanto a Embraer importa dos EUA 60% mais valor do que exporta.