A Embraer considera a Malásia como um mercado promissor para sua família de jatos E2, segundo o responsável pela divisão comercial na região do Sudeste Asiático.
As companhias aéreas locais estão reavaliando suas estratégias de frota enquanto enfrentam escassez de capacidade e limitações de slots, criando condições favoráveis para aeronaves de fuselagem estreita como o E190-E2 e o E195-E2.
“Há falta de capacidade no mercado. Se você tentar procurar aeronaves usadas, não consegue encontrar. As novas têm longos prazos de entrega. Portanto, acho que as companhias aéreas percebem que precisam tomar decisões mais rápidas”, disse Raul Villaron, vice-presidente sênior da Embraer Aviação Comercial na região Ásia-Pacífico, em uma entrevista ao New Straits Times.

Villaron afirmou ainda acreditar que “a Malásia tem muito potencial para esse tamanho de aeronave. O mercado está lá para conectar cidades secundárias e aumentar as frequências onde a demanda não é grande o suficiente para suportar múltiplas frequências com aeronaves maiores.”
O executivo também apontou fatores relacionados à experiência do passageiro, destacando a configuração da cabine do E2. “Todo mundo gosta do fato de que não há assento do meio. As janelas são grandes e é uma aeronave confortável.”
Acordo frustrado com a SKS
Atualmente, nenhuma companhia aérea malaia opera ou tem pedidos firmes para a família E2 da Embraer. O E195-E2 esteve próximo de entrar em operação através de um contrato de leasing de 10 aeronaves pela SKS Airways com a Azorra, mas o acordo não se concretizou devido a problemas financeiros, adiando qualquer potencial entrada no mercado malaio para 2029–2030.
O tópico da disponibilidade de slots de entrega se tornou central nas discussões da Embraer com as companhias aéreas malaias, dado os longos prazos de entrega para novas aeronaves e a disponibilidade limitada de aeronaves usadas.

O envolvimento da Embraer com o mercado malaio ocorre após uma visita do CEO Francisco Gomes Neto à sede da AirAsia em outubro. Apesar de as companhias do país não tenham operado anteriormente os E-Jets, a Embraer vê o país alinhado a uma mudança regional mais ampla em direção ao dimensionamento correto das frotas e ao aumento da conectividade em mercados em crescimento.
De acordo com dados da indústria, a demanda por jatos regionais no Sudeste Asiático cresceu à medida que as companhias aéreas buscam otimizar a economia de rotas e a utilização das frotas.
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