A Embraer espera aumentar gradualmente a produção de sua família de E-Jets nos próximos anos, com o objetivo de alcançar entregas anuais de cerca de 100 aeronaves até 2027 ou 2028.
A perspectiva foi apresentada quando a fabricante brasileira divulgou seus resultados financeiros para 2025, indicando que o aumento ocorrerá em etapas, em vez de por meio de uma rápida expansão da produção.
A empresa entregou 78 jatos comerciais em 2025, ligeiramente acima das 73 aeronaves entregues no ano anterior. Para 2026, a Embraer espera que as entregas aumentem para entre 80 e 85 E-Jets.
Atingir a marca de 100 aeronaves tem sido discutido por executivos da empresa nos últimos anos como um objetivo de produção de médio prazo. O plano depende, em parte, de melhorias na cadeia de suprimentos, que tem enfrentado interrupções desde a pandemia de COVID-19.

Uma das restrições que afetam a indústria tem sido a disponibilidade de motores. A família E-Jet E2 é movida por motores GTF da Pratt & Whitney, a mesma família de motores utilizada em várias aeronaves de corredor único da Airbus. Atrasos nas entregas desses motores afetaram os planos de produção em todo o setor.
Apesar desses desafios, a Embraer espera que seus fornecedores atendam aos níveis de produção necessários para o aumento gradual da produção.
Demanda de jatos em alta
A empresa terminou 2025 com uma carteira de pedidos de 459 jatos comerciais, em comparação com 343 um ano antes. Os pedidos feitos durante o ano incluíram 64 unidades do E175 de primeira geração e 157 aeronaves da nova família E2.
A linha E-Jet forma uma parte central do negócio de aviação comercial da Embraer, cobrindo o segmento de 80 a 146 assentos do mercado. As aeronaves competem com jatos maiores, como o Airbus A220, e versões menores das famílias Airbus A320 e Boeing 73

7, enquanto também atendem a mercados regionais que requerem menor capacidade.
Além dos planos de produção, a Embraer também tem explorado maneiras de expandir sua presença industrial. Em fevereiro, a empresa assinou um memorando de entendimento com o conglomerado indiano Adani para estudar a possibilidade de montar jatos regionais E175 na Índia.
A proposta inclui cooperação em pedidos de aeronaves, desenvolvimento da cadeia de suprimentos, serviços de manutenção e treinamento de pilotos. A Embraer estima que o mercado indiano poderá exigir pelo menos 500 aeronaves na categoria de 80 a 146 assentos nas próximas duas décadas.
Além de sua atividade com aeronaves comerciais, a Embraer também aumentou as entregas em outras divisões no ano passado. A empresa entregou 155 jatos executivos em 2025, acima dos 130 em 2024, enquanto as entregas militares alcançaram 11 aeronaves, incluindo jatos de transporte KC-390 e aeronaves de ataque leve A-29 Super Tucano.

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