O primeiro-ministro Robert Fico afirmou que a Eslováquia está em negociações com os Estados Unidos para adquirir quatro jatos de combate F-16 adicionais, o que pode elevar a futura frota do país para 18 aeronaves. O anúncio ocorreu após sua reunião em 15 de fevereiro com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

A Eslováquia já encomendou 14 aeronaves F-16 Block 70/72 sob um contrato de 2018 com a Lockheed Martin, que inclui 12 variantes de assento único e duas de assento duplo. A produção dos últimos jatos foi concluída em dezembro de 2025.

De acordo com Fico, a expansão da frota permitiria que a Eslováquia assumisse total responsabilidade pela proteção de seu espaço aéreo. O país tem contado com aliados da OTAN vizinhos (incluindo República Tcheca, Hungria e Polônia) para realizar missões de policiamento aéreo desde que aposentou seus caças antigos.

A lacuna de capacidade surgiu após o governo eslovaco anterior ter transferido 13 jatos de combate MiG-29 para a Ucrânia entre 2022 e 2023, juntamente com outros equipamentos militares, para apoiar a defesa de Kyiv contra a invasão da Rússia. Essa decisão deixou a Eslováquia sem aeronaves supersônicas operacionais.

Fico e o ministro da Defesa, Robert Kaliňák, criticaram a decisão de doar os aviões, argumentando que isso enfraqueceu a defesa nacional. Um escritório de promotor regional recentemente concluiu uma investigação sobre a transferência, determinando que a doação não violou a lei.

Se aprovado, a compra de quatro F-16 adicionais alinharia ainda mais a força aérea da Eslováquia aos padrões da OTAN e consolidaria sua transição de equipamentos da era soviética para plataformas ocidentais.